Mulher moderna (A ótica deturpada do amor)

Nos últimos meses venho percebendo a enorme debandada da vida a dois de alguns amigos. Muitos já mantinham essa vida por anos e anos, outros, continuavam na eterna busca, com casos aqui, ali e acolá, que nunca resultavam em uma constante, mas que deixavam marcas profundas.


Sempre procurei aconselhá-los e vice-versa, embora, nem sempre como eu gostaria, pois confesso, - sou daqueles que chega ser importuno no modo de fazer enxergar, que acredita que o tratamento de choque é a melhor terapia. Nem sempre fui um opinante racional, e muitas vezes agi com um torcedor, ato que considero inconsciente e de pura conveniência, já que os mesmos sempre me caracterizaram como verdadeiro, embora prefiram utilizar a palavra “polêmico”, acredito que por ser mais fácil, assim ajo de forma conveniente tanto para mim como para eles, como um contrato do movimento interno, que conscientemente me absolve.


Procurei nesses dias pensar em algo que os caracterizassem, e conclui que na minha concepção todos tem a mesma essência, ou melhor, suas parceiras de vida a dois é que tem a mesma essência, - a essência da metrópole capitalista, esta, que acabou com o amor debaixo da ponte para as mulheres.


Percebo em alguns desses amigos, que só de tocar no nome da tal, já o faz relembrar dos momentos intensos vividos na vida a dois, que seus olhos brilham como fogos de artifício em dia de réveillon. Outros, ainda estão à procura do por que, da razão pelo não êxito. Já outros, estão na PISTA, procurando outras, para afogar as magoas. Enquanto outros, não querem nem tocar no assunto, já que de alguma forma isto lhe gerou algum trauma. Mas a grande verdade, é que todos são os outros e os outros são todos, o que varia é o momento.


Meu discurso é bem matemático quando falo de relações humanas, (- e olha que sou intenso pra cacete), mas acredito que o amor moderno se constrói, aquilo que começa com um gostar pode se tornar um amor, lógico que ele nunca vem prontinho como um fast-food que se compra nas madrugadas, ele é feito de conquistas diárias, que dependem das outras CONQUISTAS DIÁRIAS, (assim como no seu trabalho, na relação com outras bases da sua família e até alguns amigos, etc...), embora fique muito explicíto, pense mais amplo sobre isso.


Acho que para muitos pode parecer de uma fácil prática se levar em consideração que nós homens temos um pouco mais de racionalidade, no fundo temos mesmo, porém quando estamos numa relação, somos nós que entramos num turbilhão de emoções, que nos faz enxergar de forma míope, o que está bem diante de nossos próprios olhos, que muitas vezes parece até uma droga de hospital que nos deixa dopado por longos e tardios dias, meses e anos, que nos fazem ter as reações mais bizarras.


O amor moderno não é como os filmes americanos, contos terceirizados que ecoam na sua família ou cases maquiados que se sustentam por um tempo, estes, só existem para idealizarmos algo que não existe e diante mão peço perdão aos ideologistas do amor, os estudiosos da paixão e psicólogos do relacionamento, mas amar nos tempos de hoje é sim, Cólera.


Considero este texto um comunicado oficial ao nosso comportamento masculino, pois não deixarei mais você acreditar que ainda exista o “amor debaixo da ponte”, pois este existe sim! Para nós, idiotas homens.


Não sou o guru do amor, nem estou aqui para dizer o que deve fazer no próximo início, tampouco, para destinar um rótulo as mulheres, mulheres, estas que acredito ser merecedoras de hoje poderem ter todo este poder em suas mãos.


- Já pararam para pensar que a mulher sofreu e ainda sofre em muitos países discriminação como se fosse uma raça inferior, foram e são submissas em muitos lares do mundo e que até hoje, após o almoço é pra elas que a sociedade olha. Acho que o espaço que ela ocupou nesta sociedade moderna foi conquistado de forma merecida sim! - o que incomoda, é que ainda custe para o homem entender estas mudanças.


Sugiro que elas elaborem manuais para nos ajudar, assim como aqueles que nos dão para desbravarmos quando entramos numa empresa, sabe?


Tenho uma teoria para não cair nessa e talvez seja de bom uso a você. – Quer continuar a amar? Então comece a conhecer as mulheres sem julgá-las, entenda que esta pisando em território desconhecido, totalmente desconhecido. É importante que saiba, que o amor de hoje é contemporâneo demais para você, portanto, é fundamental entender, que no dia que aparecer outro mais interessante ela vai embora, que ela não vai morar com você numa casinha de sapê no meio das montanhas marroquinas e que ela gosta de transar a todo minuto e nem por isso ela vai fazer isso em cima da Xerox do trabalho com seu superior, a não ser claro, se não tiver dando conta.


Lembre-se que de vez em quando vai esquecer tudo que falamos aqui, mas se prepare, descubra os pontos fracos dela e tenha o plano B, assim, quando perceber que agiu como um idiota, terá tempo de consertar a merda que fez.


É duro pensar dessa forma, nós homens ainda não nos adaptamos a esta realidade, parece até que estamos num jogo, (- é um jogo), mas infelizmente é o amor moderno, e não é por isso que vamos deixar de amar, de chorar, de ter atitudes incontroláveis, deixar de sermos nós, mas alerto, chegou a hora de entendermos que os que se sobressaem são aqueles que entendem um pouco mais deste jogo inconsciente, e que de forma criativa buscam superar a acomodação, e vão atrás da CONQUISTA DIÁRIA, já que é isso que unirá o útil ao agradável, tanto com parte de nossa família, alguns amigos e não seria diferente para as mulheres.


Posso dizer que há sim as exceções, mas estas, não serão mulheres suficientes para você, portanto nem perca tempo procurando e se já achou, cuidado, poderá você, ser um eterno infeliz.
Não descarte a mudança também, repense sobre suas escolhas, entre em contato com você para saber o que é desejo, e o que é idealizado.


Não se pode ter tudo, é pureza ou desafio, ingenuidade ou esperteza.


Agora siga em frente, talvez ainda dê dois ou três tropeços, mas não tenha medo de encontrar sua teoria. Mas tenha uma!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

2 responses to Mulher moderna (A ótica deturpada do amor)

  1. Adriano Panini says:

    Percebo que houve uma evolução em seus textos, porém deixa claro um tendenciamento peculiar em relação a sua realidade. Realmente tem talento para influenciar através da inconsciência.
    Seus textos tem uma peculiaridade espiritual que falta a muitos jovens.

    Abraço Beto

  2. Você passou mesmo por aqui querendo fazer estrago...rs

    Valeu brother!
    Abraços

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